Cadeia de custódia de celulares apreendidos
TJSP, 2026 · assistente técnico
Dois celulares apreendidos numa operação policial foram extraídos e periciados. Discutia-se se a cadeia de custódia preservou o conteúdo desde a apreensão.
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- O que não foi examinado
- Os hashes do laudo oficial foram calculados só sobre o relatório da extração (UFDR). Não havia hash da extração bruta (UFD/UFDX), que também não foi entregue à defesa. Sem ela, não há perícia independente sobre o vestígio original.
- O que o parecer mostrou
- Reprocessamos o material com o IPED, a mesma ferramenta do perito oficial. Cada aparelho tem milhares de registros de criação ou modificação de arquivos com data posterior à apreensão. Uma foto do próprio laudo oficial mostra a tela de um deles ativa, com notificação recebida três dias depois da apreensão. As embalagens não seguiam a instrução da Polícia Federal para acondicionamento. Nosso parecer concluiu que as datas dos arquivos deixaram de ser confiáveis e que a confiabilidade do material ficou comprometida. Esse dano não se corrige com nova perícia.